Durante a semana reflecti sobre o que é mais importante para uma equipa e muito além da formação e competência profissional, os valores e formação pessoal que revestem o técnico são sem dúvida muito importantes e que não se adquirem facilmente se adquire nas formações. Os valores pessoais, os estereótipos sociais e os preconceitos que fazem parte do técnico enquanto pessoa que nasce e se desenvolve numa dada cultura, com determinados princípios e valores, são difíceis de ocultar quando existe o confronto com valores contrários àquilo em que acredita.
Não podemos deixar os nossos valores e crença interferirem no olhar para o outro. A empatia, a capacidade de se abster destes valores pessoais e de aceitar os colegas como parte integrante de uma cultura diferente mas que carece de respeito, tendo em conta os valores em que também acreditam, dificilmente se absorve numa formação orientada para estes processos. Em várias formações, que já fiz enquanto técnica deparei-me com questões a este nível e foi clara a influência que as questões pessoais têm que e que estas se sobrepõem, dificultando uma visão integrativa e de aceitação para com o outro. Nas reuniões de equipa, por vezes ao discutirmos casos, as opiniões divergem e quando isso acontece, o técnico deve expor a sua opinião e daí nasce a possibilidade de verdadeiramente ajudar a equipa a resolver os problemas. Se eu ficar no meu “casulo” não contribuo para o crescimento da equipa.
Voltando à aula...Pensei como será hoje? Estas aulas são sempre imprevisíveis e temos que nos expor tanto. Às vezes dói. Estava receosa mas ao mesmo tempo essa ansiedade dava lugar a uma vontade de aprender coisas novas e diferentes e estas aulas são isso mesmo: diferentes, práticas, dinâmicas e fazem-nos reflectir...
Hoje criámos uma equipa, demos-lhe um nome (Naikan), um lema (Um trilho no Alentejo) e um logótipo. A nossa equipa era constituída por quatro elementos, cada um com a sua profissão, os seus valores. No inicio estava ansiosa porque não conhecia todos os elementos da equipa e quando não me sinto à vontade tenho algumas dificuldades em expor-me e dar a minha opinião.
(Pausa: Parei para ouvir música e animar a alma)
Retomando a reflexão... Passado alguns minutos comecei a sentir-me à vontade com o grupo e aos poucos fui dando a minha opinião. Foi um exercício que aparentemente parecia simples mas se não tivesse havido uma boa comunicação entre todos os elementos, um aceitar a opinião do outro, o cooperar e discutir o ponto de vista de cada um, teria sido difícil chegar a um consenso. Divertimo-nos muito porque conseguimos cumprir o objectivo.
Numa equipa também é muito importante a criatividade.
http://livreiniciativa.wordpress.com/2010/04/06/100-maneiras-para-ser-mais-criativo-no-trabalho
Mas o mais importante é que todos os elementos têm qualidades e devem disponibilizá-las para a equipa.
Quando estamos a trabalhar também é importante sentirmo-nos bem e poder rir e sorrir, daí sugerir às equipas sessões de risoterapia.
