Para ser grande, sê inteiro: nada
Teu exagera ou exclui.
Sê todo em cada coisa. Põe quanto és
No mínimo que fazes.
Assim em cada lago a lua toda
Brilha, porque alta vive.
Teu exagera ou exclui.
Sê todo em cada coisa. Põe quanto és
No mínimo que fazes.
Assim em cada lago a lua toda
Brilha, porque alta vive.
Ricardo Reis
Na primeira aula do segundo semestre tinha grandes expectativas em relação à disciplina. Seria uma repetição do mesmo sentimento do primeiro semestre? Não! Bastante diferente creio.
Sinto que já estou dentro da estrutura do Mestrado já conheço o espaço, as colegas, o que me é exigido ... Gostava de continuar a empenhar-me e dar o meu melhor para assim conseguir resultados positivos.
No primeiro semestre não sabia o que me esperava nem com o que contar. Apenas podia “fantasiar” com algo totalmente desconhecido. Hoje “ fantasio” com algo que já conheço. Sinto receio de criar expectativas demasiado elevadas em relação a mim, porque estou num processo gradual de aprendizagem e desenvolvimento mas espero sempre alcançar mais de mim própria...Expectativas em relação ao que sei, ou não sei e ao que esta disciplina poderá trazer de enriquecimento pessoal, académico e profissional.
Quando o medo e o receio apoderam-se na minha mente tenho apelar ao Fernão Capelo Gaivota que existe dentro de mim. “ Tu tens a liberdade de ser tu próprio, o teu verdadeiro eu, aqui e Agora, não se pode interpor no teu caminho”.

Tento agarrar aquela força que não me deixa desistir mesmo que haja fracassos e dificuldades no caminho.
Mas confesso que quando vi o nome da disciplina fiquei um pouco assustada: “Metodologias Transaccionais de Organização e Gestão de Equipas”. O que é que na prática significava esta disciplina? Mas rapidamente o professor aliviou a minha ansiedade quando disse que a disciplina era sobre o trabalho em equipa. Fiquei mais tranquila.
Posteriormente falou-se dos trabalhos de avaliação para este semestre: realizar um portfólio e uma recensão crítica. Fiquei receosa, expectante. Quando estou a sós com os meus pensamentos, por vezes sinto que não sou capaz. Fiquei insegura mas será que essa insegurança se vai desvanecer quando começar os trabalhos? Tenho tentado deixar a vida fluir, seguir o ser rumo, sem antecipações pessimistas.
O primeiro impacto foi deveras impressionante. Adorei a apresentação, foi completamente diferente, da que decorreu nas outras disciplinas. O professor ia pedindo aleatoriamente a cada aluno para se identificar com um objecto, uma cidade, uma viagem, um animal … Eu fiquei de me identificar com um transporte e eu respondi: bicicleta. Comecei a reflectir porquê a bicicleta? Porque é ecológica, chega facilmente ao sítio que queremos, mas para lá chegar também temos que pedalar muito. Da nossa vida académica e profissional também é necessário trabalhar muito, Numa equipa todos têm que pedalar para que senão cheguemos ao destino desejado.
Posteriormente falou-se dos trabalhos de avaliação para este semestre: realizar um portfólio e uma recensão crítica. Fiquei receosa, expectante. Quando estou a sós com os meus pensamentos, por vezes sinto que não sou capaz. Fiquei insegura mas será que essa insegurança se vai desvanecer quando começar os trabalhos? Tenho tentado deixar a vida fluir, seguir o ser rumo, sem antecipações pessimistas.
O primeiro impacto foi deveras impressionante. Adorei a apresentação, foi completamente diferente, da que decorreu nas outras disciplinas. O professor ia pedindo aleatoriamente a cada aluno para se identificar com um objecto, uma cidade, uma viagem, um animal … Eu fiquei de me identificar com um transporte e eu respondi: bicicleta. Comecei a reflectir porquê a bicicleta? Porque é ecológica, chega facilmente ao sítio que queremos, mas para lá chegar também temos que pedalar muito.
Feita a apresentação original de todos os colegas, o professor deu um teste para fazermos. O teste denominava-se “Teste – rapidez - compreensão da comunicação escrita” e o objectivo era responder o mais rápido possível. Comecei a responder ao teste e o sentimento que tive foi de não querer ser a última a terminar. Queria ser rápida e eficaz mas não prestei atenção ao segundo ponto: “Leia tudo com atenção antes de executar qualquer tarefa indicada” e fui fazendo até ao fim e no fim dizia: “agora que acabou de ler tudo com atenção execute apenas a instrução número quatro: “Agora escreva o seu nome na linha A” pensei logo no provérbio “a pressa é inimiga da perfeição” e o desejo de cumprir tudo pode ofuscar a nossa capacidade de atenção. Imediatamente comecei a fazer a ligação com a minha prática, ou seja, será que quando estou com as famílias estou mais preocupada a resolver as situações e não presto a devida atenção aos pormenores?
Foi pedido que fizéssemos um anúncio para um jornal para sermos contratados para uma equipa de intervenção precoce.

Comecei a pensar no que poderia colocar e foi difícil descrever-me em poucas linhas e escrever as minhas qualidades é-me difícil falar de mim...daquilo que não sabemos ou que temos dificuldades em fazer. Ainda que eu saiba que pode ser uma questão cultural e educativa (estarmos demasiado centrados no “não” e no “mau”) sinto que por vezes também posso ter falta de auto-estima, falta de confiança em mim própria, pessimismo. Enfim, já estou a divagar.
Voltando ao exercício: coloquei a minha profissão, os anos de experiências e algumas qualidades profissionais e não consegui colocar as minhas qualidades pessoais. Porque seria? Porque na nossa sociedade damos mais importância ao profissional e esquecemo-nos das qualidades pessoais? Elas não estão dissociadas, antes de ser profissional sou pessoa. Posteriormente, consoante o anúncio, assim escolhíamos as pessoas para constituir uma equipa. Fiquei feliz e deu-me muita segurança ter ficado com a Carla na minha equipa. É uma pessoa, amiga, companheira, colega de trabalho que já conheço de longa data e que à partida não me iria julgar.

Comecei a pensar no que poderia colocar e foi difícil descrever-me em poucas linhas e escrever as minhas qualidades é-me difícil falar de mim...daquilo que não sabemos ou que temos dificuldades em fazer. Ainda que eu saiba que pode ser uma questão cultural e educativa (estarmos demasiado centrados no “não” e no “mau”) sinto que por vezes também posso ter falta de auto-estima, falta de confiança em mim própria, pessimismo. Enfim, já estou a divagar.
Voltando ao exercício: coloquei a minha profissão, os anos de experiências e algumas qualidades profissionais e não consegui colocar as minhas qualidades pessoais. Porque seria? Porque na nossa sociedade damos mais importância ao profissional e esquecemo-nos das qualidades pessoais? Elas não estão dissociadas, antes de ser profissional sou pessoa. Posteriormente, consoante o anúncio, assim escolhíamos as pessoas para constituir uma equipa. Fiquei feliz e deu-me muita segurança ter ficado com a Carla na minha equipa. É uma pessoa, amiga, companheira, colega de trabalho que já conheço de longa data e que à partida não me iria julgar.


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