sábado, 6 de novembro de 2010

3 aula.

Não há saber mais ou saber menos, há saberes diferentes" (Paulo Freire).

Na aula de hoje o professor iniciou com a estória da canoa do Paulo Freire, que vai ao encontro do meu último pensamento da aula passada, em que todos somos diferentes mas importantes, porque é da diferença que nasce o saber.

Para que uma equipa passe a ser EQUIPA e não seja meramente um grupo, o objectivo tem que ser o mesmo, tem que haver dignidade, respeito pelas opiniões individuais, partilha de informação. e que todos cumpram a sua perte. 

Lembrei-me da estória do Beija Flor:
Era uma vez uma floresta num lugar longínquo, onde o Homem ainda não tinha chegado. Nessa floresta viviam muitos animais de diferentes espécies, tamanhos, cores e feitios. Era ainda o tempo em que os animais falavam.
Certo dia, houve um incêndio, um grande incêndio, como nunca antes havia sido visto. Perante a tragédia, o pânico instalou-se. Os animais fugiam num alvoroço, cada um procurando, da melhor forma possível, fugir às chamas, ao fumo sufocante e ao intenso calor que se fazia sentir, só pensando em colocar-se a salvo o quanto antes.
Mas... naquele cenário caótico, de desespero e medo colectivos, um pequeno animal teve um comportamento diferente. Na sua fragilidade, na sua singela figura, um beija-flor voava até ao lago e, com o seu pequenino e aguçado bico, recolhia, uma a uma, lenta mas persistentemente , gotinhas de água atrás de gotinhas de água, que ia depois deixando cair sobre o incêndio que lavrava cada vez mais descontrolado.
Um outro animal, observando intrigado o comportamento do pequeno beija-flor, interrompeu a sua fuga e perguntou:
- Beija-flor, mas tu estás louco? Porque te arriscas assim? Tu achas verdadeiramente que vais conseguir apagar o incêndio dessa forma?
O Beija-flor respondeu então:
- Não... claro que não, eu sei que o meu pequeno esforço não será suficiente para apagar este incêndio tão grande mas... eu estou apenas...a cumprir a minha parte!

Fazendo a analogia com o trabalho em equipa, se todos nós cumprirmos a nossa parte o “fogo” pode ser extinto ou pelo menos não atingir grandes proporções.

Muitas vezes, perante grandes dificuldades, a maioria opta pelo confortável e seguro e se for seguro fugir não existirá. É importante numa equipa que cada um se mantenha firme e faça a sua a sua parte. Aqui entra o papel do líder (assertivo), que deverá conciliar os diferentes elementos para que estes se mantenham firmes, animados e empenhados, mantendo entre si relações positivas. Parece-me ainda pertinente, a nível profissional, não olhar para as nossas próprias necessidades mas para as dos outros e do bem comum. 

Fazendo uma analogia com o trabalho em IP, os técnicos devem focar-se nas necessidades da família e da criança e não nas suas próprias necessidades.



Sem comentários: